[Cirurgia plástica] Respire melhor e seja feliz

A rinoplastia é uma das cirurgias mais delicadas dentro do universo de cirurgias realizadas pelo cirurgião plástico. O paciente incomodado com sua forma de nariz muitas vezes deixa de operar devido ao receio de ficar deformado ou que seja muito perceptível que houve uma intervenção cirúrgica.

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Para obter um bom resultado, devemos considerar: (a) o cirurgião deve preservar a anatomia o máximo possível; (b) a função respiratória, que inclui passagem e aquecimento do ar, deve ser preservada; (c) seguir o princípio de não retirar em excesso as estruturas da cartilagem, que fazem um formato harmonioso e mantêm a válvula nasal e (d) pedir uma tomografia para analisar o desvio de septo e detectar a presença de outras patologias que possam ser melhoradas para o fluxo respiratório funcional.
A beleza estética é muito influenciada pelo modismo. A vinte anos atrás, por exemplo, um nariz bonito era extremamente afilado. Com isso, havia um desrespeito da harmonia do rosto, que muitas vezes não estava em equilíbrio com um nariz mais longo ou com uma ponta nasal muito arrebitada.

Hoje, o paciente deseja um nariz que ninguém perceba que foi operado e que ao menos se diminua algumas alterações muito perceptíveis como a giba (o dorso alto que se vê no perfil, característico do ‘nariz adunco’). Também se procura muito afinar ( no caso de nariz bulboso ou ‘nariz batata’) ou elevar a ponta nasal (principalmente nas pacientes que quando sorriem o nariz ‘cai’).

A rinoplastia pode ser feita com anestesia local ou geral. A anestesia local é utilizada para fazer procedimentos pequenos como fechar a asa do nariz, elevar a ponta do nariz ou procedimentos de preenchimento do dorso para retificar o perfil do nariz. A rinoplastia é feita normalmente com anestesia geral, devido ao risco de sangramentos, já que a entubação impede que o sangue escorra para os pulmões.

É comum a dúvida sobre a dor da fratura no pós-operatório. O nariz fraturado não recebe tensão como braços e pernas e, por isso, não há dor. Após a cirurgia, costuma-se manter a imobilização por uma semana com curativo de plástico ou gesso. O uso de tampão interno, maior causa de desconforto no pós-operatório, não é muito comum.

O cirurgião plástico é capaz de tratar corneto (carne esponjosa), desvio de septo e esporão fazendo uma associação estética e funcional. Estas alterações são as principais causas de obstrução e podem ser detectadas na tomografia.

Cada nariz é individual na forma e tamanho e, desde que o cirurgião plástico domine as técnicas de cirurgia e a anatomia, há grande chance de sucesso.

alexandre