[Economia] Ano novo, economia fraca

O ano mudou, o governo também mudou, mas a economia ainda não está muito diferente. As perspectivas para 2017 são de um ano bem fraco, com um começo ainda de contração econômica.

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Antes da troca do poder de Dilma Rousseff para Michel Temer, disse ano passado nessa coluna, que, apesar da esperança de alguns, as coisas não iriam mudar muito. E muito menos de forma rápida, já que a economia leva um tempo para sair do marasmo.

Além dessa característica da economia em si, no caso específico do Brasil, seria necessário adotar medidas específicas que o – até então – provável governo já não sinalizava ter condições de tomar rapidamente. Não houve melhora significativa nos índices sobre o nível de incerteza econômica no país, as previsões sobre a atividade continuam fracas ou sendo revisadas para baixo.

E ainda há preocupação com o alto grau de endividamento de empresas e famílias, além da inércia da inflação, que persiste superando a meta almejada pelo governo.

Analistas do mercado financeiro projetam, segundo relatório semanal do Banco Central com instituições financeiras, um crescimento econômico de apenas 0,5% este ano.

É a mesma previsão que o Fundo Monetário Internacional tem para o país. O FMI diz que “na América Latina, a economia do Brasil permanece em recessão”.
O último relatório do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) também não é muito otimista, prevendo que o ano comece com uma retração do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,5%.

A estimativa de um crescimento de 0,5% este ano é, claro, uma melhora depois da contração de 3,3% esperada para 2016, segundo previsão do FMI, mas está bem longe da expansão de 6,5% de 2010, por exemplo.

O novo governo já anunciou algumas medidas, mas elas não pareceram surtir muito efeito, nem sobre a economia diretamente nem sobre as expectativas dos especialistas.

Sem dúvidas, são necessárias mais ações sobre a produtividade do país de uma forma geral, já que ela abrange, e atualmente trava, várias áreas da economia.

Notícias melhores devem vir apenas no ano que vem. Ou, pelo menos, o mercado projeta um crescimento de 2,2 % para 2018.

vanessa