[Educação] Qual a hora certa para um segundo idioma?

Vivemos em um mundo totalmente globalizado, que atinge diretamente nossas vidas – mesmo que não consigamos perceber – e muitas mudanças acontecem interferindo no nosso cotidiano.

Não podemos negar que o galopante desenvolvimento das tecnologias com as quais contamos geram benefícios, uma vez que temos acesso a uma série de produtos e serviços que facilitam nosso dia-a-dia.

regina

Diante deste cenário poliglota no qual estamos inseridos, uma das dúvidas mais frequentes dos pais é sobre reconhecer o melhor momento para o filho aprender outro idioma. Muitos especialistas defendem que é até os três anos de idade, outros dos três aos oito ou até os dez anos. A questão é bastante discutida, pois, cada vez mais, os pais buscam atividades complementares para os seus filhos desde cedo.

Uma coisa é certa: o melhor fase para introduzir o segundo idioma é a infância, pois nessa fase a adaptação do indivíduo a um raciocínio bilíngue é melhor.

Introduzir uma língua estrangeira para a criança irá aumentar consideravelmente seu repertório, mas é preciso tomar cuidado com como isso será desenvolvido, para não prejudicar a alfabetização.

Aulas clássicas e puxadas não são o caminho mais indicado para a introdução da segunda língua. O aprendizado de idiomas na infância deve ser de forma lúdica, por meio de brincadeiras, músicas, e sem cobranças.

O ensino para crianças não deve ser exagerado, permitindo que o aprendizado se desenvolva naturalmente, sem que ela se sinta pressionada ou desestimulada. Certamente, essa maneira deveria ser a regra para qualquer aprendizagem nessa fase de crescimento.

Estudos apontam dois aspectos relevantes no desenvolvimento das crianças. Primeiro, mostram que a criança que não brinca ou brinca pouco tem um cérebro menos desenvolvido. E, segundo, além de aprender com muita facilidade, quem fala duas ou mais línguas tem maior poder de concentração.

Outro ponto importante, que não pode ser descartado no momento de iniciar a educação bilíngue para seu filho, é que os pais participem de maneira ativa na formação desse conhecimento. Por isso, deve existir o estímulo à comunicação em uma outra língua dentro de casa, quando for possível. Será muito mais fácil para a criança aprender a se comunicar em outro idioma quando ela tem com quem praticar isso.

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