Glaucoma: uma doença silenciosa

Augeninnendruckmessung

O nome ‘glaucoma’ vem do grego (glaukos = verde + oma = tumor), pois quando os antigos viam casos extremos, o olho parecia duro e esverdeado, devido ao inchaço da córnea.Na verdade, o glaucoma é um conjunto de doenças que envolve o aumento da pressão dentro dos olhos, associado a doenças do nervo óptico – que leva a informação visual até o cérebro.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, é a principal causa de cegueira irreversível do mundo, com prevalência de cerca de 1 a 2% na população mundial. Estima-se que no Brasil há cerca de 900 mil pessoas portadoras da doença.

Há vários tipos de glaucoma: o crônico simples (às vezes, sem sintomas importantes), o agudo (com dor intensa), o congênito e os secundários. As causas são diversas, como trauma, inflamações, certos tipos de catarata, infecções pós-cirúrgicas e até o uso indevido de medicamentos.

O glaucoma é considerado uma doença silenciosa, sem grandes sintomas, que leva à morte progressiva e irreversível das células do nervo da visão. Isso é causado pelo aumento da pressão intraocular (acima de 20mmHg), que pode ser avaliada em uma simples consulta oftalmológica de rotina.

Conforme a doença evolui, há perda de campo periférico da visão, que pode ser imperceptível ou chegar ao ponto de enxergar de forma tubular, como se olhasse através de um tubo estreito. Nos casos extremos, há perda da visão. Outros sintomas são a mudança constante do grau do óculos e ver luzes irisadas à noite (como um arco íris).

O glaucoma é mais comum após os 40 anos, principalmente em afrodescendentes e pessoas com histórico familiar da doença. A presença de diabetes e outras doenças oculares, além do uso prolongado de colírios com corticóides, também aumenta o risco de ter glaucoma.

A doença não tem cura, mas pode ser bem controlada com colírios que abaixam a pressão intraocular, uso de lasers e, em último caso, cirurgias específicas.

E como prevenir o risco de perda da visão pelo glaucoma? Fazendo visitas regulares ao oftalmologista, para medir a pressão dos olhos, checar o nervo óptico e fazer exames específicos para dignosticar a doença no início, aumentando as chances de sucesso no tratamento.

Uma vez diagnosticado o glaucoma, o tratamento deve ser contínuo para preservar o nervo da visão, evitando a perda irreversível da mesma. Fuja desta triste estatística mundial fazendo seu check-up rotineiramente com seu médico oftalmologista.

paulino