[Odontologia] Bruxismo: será que eu tenho?

O bruxismo é um hábito noturno – e, às vezes, diurno -, parafuncional (fora da sua função normal), de ranger os dentes.

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Atinge 15% da população, mas poucos sabem e só procuram tratamento quando o desgaste do dente já está em estágio avançado, tornando o tratamento mais complexo. Além de desgastar o dente, deixando-o mais curto, o bruxismo pode acarretar em fratura, perda de restaurações, retração da gengiva e até perda óssea.

Pode ainda comprometer a colocação de implantes, gerar rigidez na musculatura e dor na articulação temporomandibular (que fica próxima ao ouvido), demandando uma equipe multidisciplinar para resolver o problema.
Existe um desgaste lento e natural causado pelo atrito durante a mastigação, que faz os dentes ficarem mais curtos por volta dos 70 anos.

No entanto, ranger os dentes enquanto dorme é o mesmo que mastigar a noite inteira. Por isso, é comum que pacientes entre os 35 e 40 anos apresentem no sorriso a aparência pessoas de 70, levando à diminuição da autoestima.

Após o diagnóstico, a primeira providência é usar uma placa de acrílico para proteger os dentes, relaxar a musculatura e levar a mordida a uma posição de conforto.

Mas, afinal, como reconhecer o bruxismo? Observe se os quatro dentes da frente ficam retos, com o mesmo comprimento. O normal é os dois centrais serem um pouco mais compridos. Outro sinal é apresentar as pontas dos dentes do fundo desgastadas e alaranjadas. As restaurações e pontes fixas podem cair com frequência. Além disso, o paciente acorda com a musculatura cansada, sente tensão no pescoço e dores de cabeça.

Observo que a maioria dos casos graves ocorre em homens, que muitas vezes chegam para consulta em estágio avançado. Então, é necessário reconstruí-los com cerâmica, pois resinas não são suficientemente resistentes.

Não há ainda uma cura para o bruxismo, mas há alternativas para controlá-lo. Antes, mesmo reabilitado, o paciente precisava continuar usando a placa. Agora existe a aplicação de botox diretamente no masseter (um dos músculos da face).

O procedimento elimina a necessidade de dormir com a placa por seis meses e é ideal para os pacientes que não se adaptam ao seu uso. Na dúvida, procure um dentista especializado para fazer o diagnóstico!

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